Notícia publicada às 16:20:46 - 09/05/2016 e lida: 5428 vezes   
    
  
  
Vilhenense homossexual enfrenta problemas com adoção de criança e diz que sofre preconceito
Dyheniffer Schneider hoje mora no estado do Mato Grosso.

Vilhenense homossexual enfrenta problemas com adoção de criança e diz que sofre preconceito
Vilhenense homossexual enfrenta problemas com adoção de criança e diz que sofre preconceito
Foto: Arquivo pessoal

Por
Luh Coelho

A vilhenense montadora de móveis, Alfa Dyheniffer Schneider, 30 anos de idade, hoje moradora da cidade de Sorriso, no estado vizinho do Mato Grosso, entrou em contato com VILHENA NOTÍCIAS, para relatar o drama que tem passado.

A moça que é homossexual adotou uma criança de 02 meses, porém, está sendo impedida pela justiça de ter a guarda da criança. Por telefone, Alfa Dyheniffer contou sua história e se emocionou ao lembrar o passado.

Segundo ela, no ano de 2015, se casou no cartório da cidade de Juina-MT, com a filha de um pastor evangélico onde firmou residência, porém, se separou da moça em março do presente ano, já que seu sogro, que não concordava com a união, passou a “infernizar” a vida das duas.

Com a separação, Dyheniffer, que participa de torneios de futebol, foi até a cidade de Sorriso para acompanhar uma partida de futebol e conheceu uma mulher, até então desesperada, disse a ela que não tinha leite, nem dinheiro para amamentar seu filho. Dyheniffer se compadeceu da situação e comprou alimento para mãe e filho e deu abrigo aos dois. “aí foi quando ela disse que ia dar seu filho”. De acordo com o relato de Dyheniffer, ela acionou um advogado, através da jornalista da cidade Juliana Bonfim e no outro dia foi até a Vara da Infância e da Juventude em Sorriso e deu entrada na papelada para a adoção. A mãe da criança, chamada nessa matéria apenas de Maria, desapareceu e Dyheniffer então, ficou com o bebê. “Aí comecei a sofrer preconceito da população de Sorriso. Ouvi pessoas disserem que o menino deveria ir para o banco de adoção, pois como que uma “sapatão” iria cuidar de uma criança”, disse a moça

Após o imbróglio, a Vara da Infância assumiu a guarda do menino e com isso, Dyheniffer está impedida de ver a criança. “A justiça determinou 30 dias para encontrar algum parente, já se passaram 20 dias e não encontraram ninguém”, argumentou.

Com o sonho de ganhar a guarda definitiva de Abner, nome dado à criança por Dyheniffer, e retornar para cidade de Vilhena, a moça encerrou a conversa argumentando que não desistirá e no início dessa semana irá até a Vara da Infância para conseguir a adoção.

 

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 



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