Notícia publicada às 13:43:23 - 15/04/2016 e lida: 12999 vezes   
    
  
  
Em coletiva de imprensa médicos do HR falam sobre morte de Rafael Bristotti
Morte ocorreu por falência múltipla dos órgãos, segundo médicos.

Em coletiva de imprensa médicos do HR falam sobre morte de Rafael Bristotti
Em coletiva de imprensa médicos do HR falam sobre morte de Rafael Bristotti
Foto: Renato Spagnol

Por
Renato Spagnol

Uma junta médica do Hospital Regional Adamastor Teixeira de Oliveira em Vilhena, concedeu na manhã desta sexta-feira, 15 de abril, entrevista coletiva para falar sobre a morte de Rafael Bristotti, de 19 anos, morto pouco antes das 23h00 do dia 13 de abril, na Unidade de Terapia Intensiva – UTI. Participaram da coletiva os médicos André Oliveira de Carvalho (plantonista da UTI no dia da morte), Sávio Eduardo, Tâmila Aragão, Jeremias Couto e Malehr G. Milles.

Porta voz da equipe, o Dr. André O. de Carvalho abriu a coletiva com uma breve explanação do caso: “O Rafael chegou às 10h43 do dia 10 [domingo] com um quadro de febre, exatamente 37,9°. O protocolo médico foi seguido a risca como em qualquer outro paciente e foi administrada a medicação para baixar a febre [temperatura] e solicitados os exames necessários. Nos casos dos pacientes que apresentam um bom estado, como ausência de falta de ar, diarreia e vômitos ele é encaminhado ao ambulatório para que seja investigada a causa da febre e esse procedimento foi adotado”, disse Carvalho.

De acordo com os prontuários médicos, Rafael após ser medicado recebeu alta e retornou para casa, mas o quadro clínico do jovem se agravou na segunda-feira, 11, quando retornou ao hospital e foi internado para observação. De acordo com o Dr. André o quadro clínico de Rafael se agravou ainda mais em apenas 6 horas e ele foi levado para a UTI ainda no dia 11.

O Rafael ao retornar para o hospital relatou que havia fumado um produto, o Narguilé e que havia começado a tossir muito após usar esse produto. De acordo com pesquisas que fiz, verifiquei que o uso por 1 horas do Narguilé equivale ao consumo de 100 a 200 cigarros comuns. O paciente que já apresentava falta de ar, pode ter tido comprometida a sua capacidade respiratório devido ao uso desse produto”, salientou André.

Segundos informações fornecidas pelos médicos, Rafael deu entrada na UTI em estado grave e foi submetido ao coma induzido em decorrência de uma insuficiência respiratório e hemorragia pulmonar. “O sangramento nos pulmões podem ter sido por causa de bactérias, fungos, vírus ou intoxicação do produto [Narguilé] ou ainda outras doenças. Pela gravidade do estado, foram usados medicamentos para combater o H1N1, pneumonia por bactéria, por fungo, dentre outras, mas o diagnóstico exato do que causou o sangramento nos pulmões só saberemos após os resultados dos exames que fizemos”, salientou Carvalho.

O laudo médico apontou como causa da morte a falência múltipla dos órgãos.  Em relação às denuncias dos familiares de que a médica plantonista que atendeu Rafael no dia 11 tivesse procedido apenas com a administração de dipirona, Carvalho disse: “O protocolo médico é de que pacientes com suspeita de H1N1 devem ser tratados com o Tamiflu e isso foi adotado pela equipe médica”, finalizou o médico.

Sobre o possível surto da H1N1 os médicos disseram que o Hospital Regional trabalha sob alerta máxima. A equipe médica informou que no ano de 2015 foram registrados 36 casos de morte por H1N1 no Brasil e apenas nos três primeiros meses de 2016, o número subiu para 102 óbitos. Em Vilhena, os médicos informaram que houve mortes no ano passado em decorrência do H1N1, mas não souberam precisar o número. Em 2016, há a suspeita de mortes, mas os primeiros exames de pessoas já falecidas com suspeita de ter contraído o H1N1 deverão chegar nas próximas semanas. Os exames para apontar a real causa da morte de Rafael deverão chegar em 30 dias.

Em coletiva de imprensa médicos do HR falam sobre morte de Rafael Bristotti

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Prontuários médico de Rafael Bristotti.

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

 

 


 



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