Notícia publicada às 09:18:32 - 14/04/2016 e lida: 6536 vezes   
    
  
  
H1N1: Jovem de 19 anos é a quarta morte com suspeita da doença no Hospital Regional
Alguns familiares se dizem indignados com o péssimo atendimento inicial do jovem no hospital.

H1N1: Jovem de 19 anos é a quarta morte com suspeita da doença no Hospital Regional
H1N1: Jovem de 19 anos é a quarta morte com suspeita da doença no Hospital Regional
Foto: VN

Por
Kanitar Oberst

Morreu ontem, 13 de abril, por volta das 23h00, Rafael Bristotti, 19 anos, que foi internado na UTI do Hospital Regional de Vilhena na manhã do dia 12 de abril, com suspeita de estar infectado com a gripe Influenza A H1N1.

Rafael procurou o hospital por duas vezes antes de ser internado, se queixando de insuficiência respiratória, numa das oportunidades o jovem contou que começou a sentir a passar mal, após o uso de narguilé, que é um dispositivo árabe para o consumo de tabaco através do vapor de água.

Já com dificuldade mais acentuada o jovem foi internado na UTI, onde foi tratado baseado na suspeita de H1N1. De acordo com os médicos que o trataram, a saturação de oxigenação de Rafael estava baixa, devido a parcial falência da capacidade pulmonar. Uma transferência para uma outra UTI foi cogitada, mas havia a necessidade de estabilizar o quadro do jovem.

Por volta das 23h00 de ontem, Rafael não resistiu e faleceu por insuficiência pulmonar.

 

SUSPEITAS DE H1N1

O VILHENA NOTÍCIAS falou com o diretor do Hospital Regional, Faiçal Akkari, que de acordo com os médicos a suspeita é de H1N1, porém somente com o exame de sangue, que é feito fora de Rondônia, e tem a previsão de resultado de 15 a 20 dias, será possível descartar a possibilidade.

“O que posso garantir é que Rafael teve todo tratamento intensivo ao nosso alcance, uma nova médica intensivista, que veio do sul país, já estava pedindo um novo medicamento voltado para estes casos, que sequer havia sido usado em Rondônia, pois tentamos consegui-lo em Porto Velho, e por lá não existia. Nós estávamos comprando do sul do país”, revelou Faiçal.

 

SUSPEITAS DE DESCASO NO ATENDIMENTO

Parte da família de Rafael Bristotti foi até o hospital na noite de 12 de abril, questionar uma médica do Pronto Socorro que atendeu Rafael e o medicou inicialmente apenas com dipirona, que visa primariamente dilatar vasos sanguíneos e amenizar dores.

 Segundo os familiares, a médica teria sido omissa com o caso do jovem, que de acordo com eles, deveria ter sido internado e medicado com medicamentos voltados à H1N1.

A intensidade da discussão foi tamanha, que uma familiar foi levada detida pela polícia, após a médica dar queixa de obstrução do trabalho.

Os familiares envolvidos no caso afirmaram através de redes sociais que irão denunciar o hospital e a médica por falta de comprometimento no atendimento.

 

PRIMEIRA VÍTIMA

 Faiçal disse que dentro de mais alguns dias o exame de sangue da primeira vítima, com suspeita de H1N1, estará pronto e será possível saber se a doença está em Vilhena.

“Vamos aguardar mais alguns dias o resultado da primeira vítima, e os outros dois casos devem chegar até o fim do mês, saberemos a real extensão da doença e teremos que tomar medidas mais severas para evitar a contaminação”, disse Faiçal.

O diretor do Hospital Regional recomendou que as pessoas que estejam com sintomas de gripe forte, dores no corpo e outros sintomas que possam ser suspeitos de H1N1, procurem o posto de saúde, “No posto de saúde, o médico que acompanhará o caso é um só, então fica mais eficaz acompanhar a evolução da possível doença. Se houver necessidade, o médico imediatamente pedirá a internação do paciente no Hospital Regional e se necessário sua transferência a UTI. Não queremos esconder nada que acontece no hospital, mas precisamos buscar uma forma mais eficiente de atendermos os vilhenenses frente aos problemas que a saúde do município enfrenta”, revelou.   

 

 

FONTE: Vilhena Notícias

 

 


 



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