Notícia publicada às 11:00:26 - 01/04/2016 e lida: 2220 vezes   
    
  
  
PELA DEMOCRACIA: Manifestantes pró-Dilma se reúnem em praça pública de Vilhena
“Viver em uma ditadura é como ter a língua cortada, você pensa, mas não pode falar”, disse a professora de língua portuguesa Marlene Silveira.

PELA DEMOCRACIA: Manifestantes pró-Dilma se reúnem em praça pública de Vilhena
PELA DEMOCRACIA: Manifestantes pró-Dilma se reúnem em praça pública de Vilhena
Foto: Renato Spagnol

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Renato Spagnol

Organizado pelo diretório do Partido dos Trabalhadores – PT de Vilhena, um grupo composto por cerca de 50 pessoas participou de um ato em prol da democracia e em defesa da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na tarde desta quinta-feira, 31 de março. A concentração ocorreu na Praça Ângelo Spadari, Centro de Vilhena. Segundo o Portal G1, as manifestações em defesa do governo ocorreram em todos os estados e no Distrito Federal.

Arli Schultz, ex-presidente do diretório do Partido dos Trabalhadores em Vilhena, falou à reportagem do VILHENA NOTÍCIAS: “Eu gostaria de salientar, que a manifestação praticada hoje, segue o movimento organizado pela Frente Brasil Popular que ocorre neste 31 de março a nível nacional. Em Vilhena, o diretório não havia programa o ato, porque a concentração no estado de Rondônia está ocorrendo em Ji-Paraná. Todos os diretórios municipais se deslocaram até lá. Decidimos quase de última hora pelo ato em Vilhena, porque alguns membros do partido, agricultores da região e membros da sociedade civil disseram que não poderiam, por questões de trabalho, se deslocarem até Ji-Paraná, mas que gostariam de manifestar apoio ao ato e então decidimos marcar o encontro também em Vilhena”, salientou Ali Schultz.

Schultz afirmou que o movimento tem como princípio a defesa da democracia, de investigações limpas e isentas e contra o processo de impeachment presidente Dilma Rousseff. “Juristas de renome avaliaram o processo e dizem que não existe crime que possa configurar o processo de impeachment, além do ministro do STF [Supremo Tribunal Federal] Marco Aurélio que se manifestou contra o processo por considerar que não a base legal para o impeachment, uma vez que não ocorreu crime por parte do governo”.

Arli ainda criticou setores da imprensa nacional que tem divulgado, segundo ele, informações apenas parciais. Ele lembrou a recente divulgação de uma lista que contêm mais de 200 nomes de políticos que teriam recebido dinheiro da empreiteira Odebrecht, investigada na Operação Lava Jato. O documento foi encontrado pela PF e, segundo divulgado pela imprensa nacional, há nomes de políticos da oposição. “Quando a lista foi divulgada, o apresentador Willian Bonner do Jornal Nacional colocou que a lista tem mais de 200 nomes e não há tempo suficiente para falar o nome de todos, mas obviamente a tentativa era de esconder nomes da lista como o do Aécio Neves, José Serra, Agripino Maia e tantos outros do PSDB”, finalizou Schultz.

O jovem de 25 anos, Thales Bianchin, eleito em 2015 presidente do Partido dos Trabalhos, diretório de Vilhena, reafirmou que o ato organizado pela Frente Brasil Popular e seguido pelo diretório do PT local é em defesa da democracia e de apoio à presidente Dilma Rousseff e de Lula. “Nós lutamos pela democracia, contra o impeachment e pela liberdade política de cada cidadão”, disse Bianchin.

Thales criticou a banalização política no país. “O que nós estamos vendo hoje é muito expressivo. Quem é petista sendo hostilizado. Pessoas que saem as ruas usando roupas de cor vermelha sendo hostilizadas. Por isso ressalto que nós estamos nos manifestando em prol da democracia e liberdade política de cada cidadão”, salientou o presidente.

A professora de língua portuguesa há 35 anos, Marlene Silveira participou do ato e falou à reportagem: “O ato é de extrema importância. Se todos soubessem o que a democracia significa e o que a ditadura representou no nosso passado recente, estariam aqui, para lutar em prol da liberdade e democracia”.

Marlene lembrou as marcas que a ditadura deixou na vida daqueles que lutaram pela democracia. “Os jovens não viveram durante a ditadura, mas eu sim. Nós temos até hoje, pessoas que lutavam pela liberdade, desaparecidas. A ditadura não faz bem a ninguém e nosso ato é em prol da democracia. Viver em uma ditadura é como ter a língua cortada, você pensa, mas não pode falar”, finalizou Marlene.

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“Viver em uma ditadura é como ter a língua cortada, você pensa, mas não pode falar”, Marlene Silveira.

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Agricultores e representantes de movimentos sociais participaram de ato.

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“O que nós estamos vendo hoje é muito expressivo. Quem é petista sendo hostilizado. Pessoas que saem as ruas usando roupas de cor vermelha sendo hostilizadas. Por isso ressalto que nós estamos nos manifestando em prol da democracia e liberdade política de cada cidadão”, salientou o presidente.

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Cartazes com a frase “Não vai ter golpe” foram usados pelos manifestantes.

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Schultz afirmou que o movimento tem como princípio a defesa da democracia, de investigações limpas e isentas e contra o processo de impeachment presidente Dilma Rousseff.

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Ato reuniu cerca de 50 pessoas.

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

 

 


 


 

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