Notícia publicada às 16:58:42 - 13/01/2016 e lida: 5712 vezes   
    
  
  
Perícia desmente Dhione Marangoni; condenação por homicídio culposo pode chegar a 6 anos de prisão, diz delegado
Inquérito policial foi concluído nesta quarta-feira.

Perícia desmente Dhione Marangoni; condenação por homicídio culposo pode chegar a 6 anos de prisão, diz delegado
Perícia desmente Dhione Marangoni; condenação por homicídio culposo pode chegar a 6 anos de prisão, diz delegado
Foto: Leir Freitas

Por
Leir Freitas

Foi concluído na tarde desda quarta-feira, 13 de janeiro, o Inquérito Policial referente ao acidente que resultou na morte do taxista Emerson Colares dos Santos de 36, na madrugada do último domingo, 10 de janeiro, no cruzamento da avenida Liliana Gonzaga com a avenida 34, no bairro Bela Vista em Vilhena.

No momento do acidente, Dhione Borges Rodrigues Marangoni de 30 anos, que provocou o crime quando não respeitou a sinalização de trânsito, foi detido e indiciado por Homicídio Culposo no trânsito e liberado horas depois, sob alegações de que não tinha omitido socorro e sim de que, evadiu-se do local em busca de ajuda, pois a bateria de seu celular estava descarregada.

Em uma coletiva de imprensa realizada no Departamento de Polícia Civil, o delegado Nubio Lopes de Oliveira, afirmou que mesmo não ficando comprovado nas horas seguintes ao crime, através de exames médicos, que Dhione estava sob o efeito de bebida alcoólica, com a conclusão do inquérito o indiciado poderá ser condenado de 3 a 6 anos de prisão por homicídio culposo no trânsito, com aumento de pena por omissão de socorro e também pelo crime de omissão de socorro à namorada que também se feriu no acidente, com acréscimo de 6 meses a 1 ano na pena.

Na coletiva o delegado afirmou que a as alegações por parte de Dhione, de que o taxista trafegava em alta velocidade e com os faróis apagados, não foram comprovadas pela perícia. Outro detalhe importante constatado pela pericia e de que na pista não foram identificadas marcas de frenagem provocadas pelo veículo conduzido por Dhione, demosntrando que em momento algum ele tenha tentado parar no cruzamento.

Ainda segundo Nubio, os exames clínicos realizados no acusado não foram invasivos, pois o mesmo se recusou a ser submetido à análise sanguínea sob o direito de não construir provas contra si mesmo, direito este, usado pelo mesmo também na cena do crime, onde Dhione se recusou a realizar o teste do bafômetro após solicitação das autoridades da Polícia Militar.

Quando perguntado sobre a demora de aproximadamente 4 horas na realização dos exames clínicos que comprovariam a embriagues do acusado, já que durante a abordagem policial, o mesmo apresentava odor etílico e testemunhas afirmaram que ele havia ingerido bebida alcoólica em uma ocasião anterior, afirmou: “ Não houve inadimplência por parte dos peritos, o fato é que, como houve vítima fatal, todas as atenções são voltadas prioritariamente ao crime contra a vida, que é o maior existente dentro da nossa constituição, motivos estes que também agilizaram na conclusão do inquérito e não por pressão por parte da imprensa e da sociedade, como muitos acreditam”.

Perícia desmente Dhione Marangoni; condenação por homicídio culposo pode chegar a 6 anos de prisão, diz delegado

Dhione Marangoni.

Perícia desmente Dhione Marangoni; condenação por homicídio culposo pode chegar a 6 anos de prisão, diz delegado

Emerson, taxista que morreu vítima do acidente.

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Inquérito concluído.

 

FONTE: VILHENA NOTÍCIAS

 

 


 



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